ENOTURISMO
Influenciado pelas peculiaridades das castas regionais, pelas características dos solos, do clima e pela sabedoria do Homem, o Vinho Verde torna-se num néctar muito apreciado, especialmente na época quente, na medida em que usufrui de óptimas propriedades digestivas, leveza e frescura, através de uma mistura de aroma e “agulha” (gás carbónico natural).
A região onde se produz o Vinho Verde é uma das maiores zonas vitícolas de Portugal, onde se destaca a sub-região Cávado, que engloba o Município de Amares.
Nesta sub-região do Cávado, a produção do Vinho Verde apresenta profundas tradições, onde subsistem, pontualmente, peculiaridades curiosas, desde a própria cultura da vinha, com a “vinha de enforcado”, até às vindimas.
A “vinha de enforcado” é antigo sistema de condução de vinha, em que as videiras trepam por árvores, desenvolvendo-se a uma altura considerável do solo, geralmente associado a outras culturas, como ao milho de regadio (Primavera-Verão), e à cultura de forrageiras anuais (Outono-Inverno).
Nesta sub-região, mais concretamente no território que abrange o Município de Amares, a produção de Vinhos Verdes, especialmente muitos vinhos brancos, são produzidos com a casta Loureiro e ostentam um intenso aroma floral, que os tornam num harmonioso acompanhamento para os pratos de peixe, marisco, carnes brancas ou como um aperitivo.
Por sua vez, os Vinhos Verdes Tintos são excecionais no acompanhamento da afamada gastronomia regional, com os pratos de carne, que tradicionalmente se confecionam com toda a delicadeza e minúcia.
Do Passado até ao Presente
O Vinho Verde e a sua cultura têm um grande interesse e uma longa história, na medida em que assumia extrema importância como fonte de rendimentos de muitas famílias.
Diz-se que a origem do Vinho Verde remonta à civilização romana, permanecendo, posteriormente, nos hábitos das populações desta região. Desta forma, a partir do século XII, as alusões à cultura da vinha, estavam, tradicionalmente, associadas a uma importância religiosa e histórica.
Só a partir do século XIII, com a expansão da mercantilização, circulação da moeda e expansão demográfica, é que os Vinhos Verdes se tornaram conhecidos nos mercados europeus, sendo os primeiros vinhos portugueses a entrar nos mercados da Alemanha, Inglaterra e Flandres.
O quadro da viticultura regional vai alterando ao longo dos séculos, tendo sempre em conta a sua qualidade e regulamentação, surgindo pela primeira vez a demarcação da “Região dos Vinhos Verdes”, através da Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e do Decreto de 1 de Outubro de 1908.
Neste sentido, a Denominação de Origem teve o seu reconhecimento a nível internacional, originando a exclusividade do uso da designação “Vinho Verde”, a um vinho com particulares exclusivas.
Actualmente, a Região dos Vinhos Verdes, mais concretamente a sub-região do Cávado (Município de Amares), está a complementar esforços no sentido de incrementar, estimular e desenvolver o potencial turístico da região, a par da actividade vitivinícola e de produção de vinhos de qualidade
Tendo em conta que o Turismo assume um papel cada vez mais importante na dinamização económica e social dos territórios rurais, a valorização do enoturismo, visa a criação e promoção do “Turismo Enológico”, mediante a valorização dos recursos patrimoniais, culturais e etnográficos, associados à produção do vinho, o que permitirá reforçar a identidade local, desenvolvendo alternativas ao crescimento económico e que fixem a população, através da oferta alternativa de emprego e serviços baseados no desenvolvimento sustentado e aproveitamento dos recursos endógenos.
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