06 de Setembro de 2019
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12:16

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Comemorações dos 500 anos do Foral de Amares terminaram em beleza

“Ele vem ai, ele vem ai…” Assim se anunciava a chegada do Rei D. Manuel para entregar o Foral ao Couto do Mosteiro de Bouro. A encenação deste momento histórico para o concelho de Amares foi dinamizada, no passado sábado, pelo grupo de teatro de Bouro, na cerimónia de encerramento dos 500 anos do Foral de Amares. O momento ficou, ainda, marcado pela inauguração de um monumento alusivo ao Foral e, para terminar a noite em beleza, seguiu-se um concerto clássico pelo Grupo Vox Angelis, com a participação da soprano Maria José Carvalho, do barítono Pedro Nunes, do cravista Mario Paulo Alves e da violoncelista Katerina Mikusova.

Perante uma plateia de dezenas de conterrâneos, o presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, enalteceu o “forte envolvimento” das mais diversas instituições do concelho, da comunidade associativa e da população, em geral, nas comemorações. “Este foi um momento histórico de grande simbologia para o concelho e é com um imensa satisfação que constato que todos os Amarenses se envolveram com orgulho nestas comemorações que fazem parte da história e cultura do nosso povo”, salientou.

Balanço das comemorações pelo vice-presidente da Câmara, Jorge Tinoco

Mais do que dizer que tenham terminado as comemorações dos 500 anos dos forais de Amares, importa referir apenas alguns momentos e eventos que se levaram a cabo nesse âmbito durante estes meses.

E desde 08 de Abril que vieram, de facto, acontecendo iniciativas que primaram inequivocamente pela diversidade e qualidade, numa lógica de envolvimento de distintas entidades e instituições do Concelho e sempre numa perspetiva de satisfazer vários gostos e múltiplos públicos, sem ceder à tentação fácil de um “fazer por fazer” baseada meramente em possíveis critérios de quantidade avulsa ou descaracterizadora.

Foi neste espírito de inclusão e abrangência que surgiram espaços destinados à “Cultura e Tradições da nossa Terra”, representações teatrais, danças e cantares, marchas e rusgas, exposições e concertos ao mais alto nível, Cortejo e Feira Quinhentista revisitando a época de D. Manuel, palestras e conferências, bem como monumentos que perpetuarão a memória destas datas e ficarão como sinais de religação à nossa História e à nossa identidade de Amarenses. Até porque ainda falta um outro momento que sofreu algum atraso por dificuldade de compilação dos textos e imagens de todos os autores, mas que se concretizará em breve com o lançamento de uma ampla monografia alusiva precisamente à “História de Amares”, às várias épocas que vieram formando este território e este Povo e às mais díspares dimensões sobre as quais se pode analisar, interpelar e interpretar um Concelho como o nosso, assim tão rico em paisagem e património, seja material, seja imaterial, indo com conhecimento de causa à geografia íntima dos vultos e das coisas.

De maneira que, para lá do balanço deveras positivo que, sem dúvida, se pode fazer destas comemorações: o essencial é mesmo este desafio de prosseguirmos Amares progredindo ou inovando dentro do respeito pela nossa singularidade, pela nossa alma e pelas nossas raízes diferenciadoras – tanto mais quanto formos capazes de interiorizar que as efemérides só têm efetivamente sentido se assentarem na festa da nossa humanidade, da nossa sensibilidade e sobretudo da nossa vocação para deixarmos o mundo ainda e sempre cada vez melhor.