Caraterização físico-química da “Laranja de Amares” em curso
A Câmara Municipal de Amares acaba de assinar um protocolo com a TecMinho, com a finalidade de estudar o potencial de valorização da “Laranja de Amares”, um dos principais recursos do concelho, e fazer a caraterização físico-química da mesma. Este é o primeiro passo de um plano estratégico definido pelo executivo para a promoção deste produto que passa por obter uma certificação denominação de origem controlada (DOC) para a sua laranja.
O Município de Amares apresenta-se desde há muito tempo como detentor de um ex-libris de “valor inestimável” – a “Laranja de Amares”-, explicou o presidente da Câmara, Manuel Moreira. Não existe, no entanto, nenhuma certificação oficial da mesma. São apenas conhecidas as caraterísticas sensoriais únicas do citrino mas desconhecesse em que medida é que as particularidades dos solos e clima do concelho de Amares contribuem para a constituição de tais caraterísticas.
Nesse sentido, e uma vez que o autarca defende que somente por via de uma investigação científica efetuada por “uma instituição séria e credível” é possível proceder-se a uma caraterização aprofundada do produto, a autarquia decidiu avançar com este estudo que vai permitir “conhecer a “Laranja de Amares” e projetá-la, fazendo dela uma bandeira do concelho”, declarou o autarca.
“Trata-se de uma análise físico-química que do ponto de vista científico vai avaliar determinadas caraterísticas da laranja, como os açúcares, a acidez, as proteínas e os lípidos, permitindo apurar as razões da diferenciação da laranja aqui da região comparativamente com a de outras partes do país, sobretudo do sul”, explicou José Ferreira, Diretor-Geral da TecMinho.
A investigação vai durar cerca de três meses, altura em que estará concluído o relatório técnico de caraterização da laranja.