Amares de portas abertas ao mundo
O concelho de Amares abriu, ontem, as suas portas para acolher cerca de 50 participantes do XIV Colóquio Ibérico de Geografia, organizado pelo Departamento de Geografia da Universidade do Minho, entre os dias 11 e 14 de novembro, em Guimarães. Esta foi mais uma iniciativa dinamizada pela Câmara Municipal no sentido de projetar o nome de Amares além-fronteiras, impulsionando o turismo, os seus produtos e potencialidades.
Os visitantes foram recebidos logo pela manhã na Galeria de Artes e Ofícios, na Praça do Comércio, em Ferreiros, pelo presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, acompanhado pelo vice-presidente, Jorge Tinoco.
A cerimónia de acolhimento brindou os convidados com uma degustação de alguns doces tradicionais feitos à base de laranja, servidos ao som dos tradicionais cavaquinhos da região. Seguiu-se uma visita ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia e ao Mosteiro de Bouro, com paragem para almoço na pousada. Depois foi tempo de dar a conhecer as Termas de Caldelas, a Casa da Tapada e o Mosteiro de Rendufe. O dia culminou com a visita a uma Casa de Turismo Rural, com produção de vinho, onde os participantes do congresso puderam apreciar o bom vinho verde de Amares, acompanhado de alguns petiscos.
“Fico muito contente por perceber que as pessoas gostaram imenso de visitar-nos e levam no seu coração uma boa imagem de Amares e, essencialmente, vão daqui com perspetivas de voltarem”, admitiu o presidente da Câmara, Manuel Moreira. O autarca revelou, ainda, que pretende com este tipo de iniciativas mostrar “tudo de bom que o concelho tem para oferecer” e espera que, a longo prazo, estas ações “tragam benefícios para a economia do concelho para que ela mexa pela via do turismo.”
A comprovar o sucesso da visita, Elvira de Paulo, natural do Recife (Pernambuco) dizia: “Amares deve ser algum derivado de Amar. Então deve ser uma terra muito querida para as pessoas que moram por aqui. A beleza do lugar conciliada com a riqueza histórica é surpreendente. Hei de voltar com a minha família”.
Também Fernando Sobrinho, de Brasília, de visita pela sexta vez a Portugal, se mostrou encantando com o concelho de Amares, dizendo mesmo que se sentia “em casa”. “ O norte de Portugal é muito diferente do Sul. Nunca tinha vindo ao Norte e confesso que é interessante. Aqui encontro uma familiaridade muito grande com Minas Gerais, o estado de onde venho, o que me faz sentir em casa”, salientou. “ Levo daqui uma impressão muito positiva. Gostei muito daqui e não sei dizer o que gostei mais porque é um conjunto de coisas: a paisagem, os elementos culturais caraterísticos dessa região, a gastronomia, a hospitalidade das pessoas, é tudo maravilhoso”, acrescentou.
Note-se que o XIV Colóquio Ibérico de Geografia, subordinado ao tema "A jangada de pedra. Geografias Ibero-Afro-Americanas, contou com cerca de 500 especialistas provenientes de Marrocos, Argentina, México, Brasil, Angola, Cabo Verde, Espanha e Portugal.