29 de Junho de 2017
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Concelho

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ASPETOS GEOGRÁFICOS

 

 

 

CLIMA

A caracterização climática do concelho de Amares assenta, fundamentalmente, nos seguintes valores e características:
temperatura média anual: 14ºc; 

• média das temperaturas máximas anuais: 20ºc; 
• média das temperaturas mínimas anuais: 8ºc; 
• meses mais quentes do ano: Julho/Agosto; 

• meses mais frios do ano: Dezembro/Janeiro.

O clima é suave, apresentando moderada amplitude térmica.

Relativamente à pluviosidade, esta, apresenta os seguintes valores médios:
• precipitação total anual: 1.707,7mm; 
• precipitação máxima diária: 124,2mm; 
• número de dias de chuva por ano: 179 dias.

Com base nestes valores, poder-se-á dizer que a pluviosidade média anual é das mais elevadas do território minhoto, embora, inferior à média registada entre os rios Lima e Cávado (média de 1.979mm), sendo bastante superior à média verificada em Portugal Continental (1.016mm). 
Os meses de Dezembro e Janeiro, registam os valores mais elevados de precipitação, sendo os mínimos, registados em Julho e Agosto. Precipitações de intensidade superior a 10mm, ocorrem numa média de 56 dias por ano.

 

EVAPORAÇÃO

• Evaporação total média anual: 700mm (valor estimado); 
• Evapotranspiração potencial anual: 750mm (valor estimado);
• Evapotranspiração real anual: 650mm (valor estimado).

De acordo com estes dados, consideram-se elevados os valores de evapotranspiração, e baixo o índice de aridez médio.
Em suma, poder-se-á afirmar que o clima do concelho de Amares é húmido a muito húmido, com chuvas abundantes e frequentes, mesotérmico com amplitude térmica moderada. 

 

RELEVO

O concelho de Amares, divide-se em duas grandes zonas: uma, a que poderemos chamar ribeirinha, de declives relativamente pouco elevados, e, uma outra, de características fisiográficas mais acidentadas a Norte, estabelecendo a fronteira para o concelho de Terras de Bouro (Serra do Gerês).

Na zona ribeirinha, limitada fisiograficamente pelo aumento de altitude e situações de declividades mais acidentadas, localizam-se os aglomerados urbanos de maior significado no concelho. É uma zona de características paisagísticas tradicionais, em que a ocupação agrícola policultural do território emparelha com a sua ocupação urbana e industrial.

A zona ribeirinha, localiza-se a sudoeste do concelho e pode estender-se até aos 150m de altitude (a noroeste da Vila de Amares). Contudo, em termos médios, a sua altitude oscila entre as curvas de nível 50m e 100m.
A zona de montanha, caracteriza-se por uma ocupação do território mais dispersa, em aglomerados urbanos concentrados, geralmente, associados a um sistema de agricultura de subsistência organizada em socalcos. Esta zona de fisiografia muito acidentada, desenvolve-se desde cotas relativamente baixas (cota 100m em Sequeiros), até cotas relativamente elevadas (+ de 900m, no extremo nordeste do concelho). Apesar de se considerar ainda uma zona de transição, apresenta, já, mais afinidades com o Gerês do que, propriamente, com o Vale do Cávado. 

Em termos altimétricos, Amares apresenta uma variação que vai desde os 30m, onde confluem as águas dos rios Cávado e Homem, até aos 901.8m, no Alto de Santa Isabel, no extremo nordeste do concelho. 

 

SOLO 

Na constituição geológica do Concelho de Amares predominam, quase exclusivamente, as rochas graníticas. Apenas um pequeno retalho de uma formação metamorfizada ocorre na região de Bouça (Bico). Ao longo dos rios e, em particular, do Cávado, encontram-se alguns depósitos de aluviões actuais, bem como, terraços fluviais, alguns deles, bem desenvolvidos. 

São muito numerosos os filões, quer de quartzo, quer de rochas básicas, que se instalaram no seio do soco granítico. 

Sob o ponto de vista hidrogeológico, as formações referidas são, habitualmente, consideradas como pouco permeáveis ou impermeáveis, em conformidade com a permeabilidade do tipo fissural. 

Os depósitos aluvionares, bem como, os eluviões e coluviões resultantes da meteorização de algumas dessas rochas, são dotados de permeabilidade de poros, característica das formações móveis.